Persistência da Memória


Salvador Dalí, Persistência da Memória (Persistance de la mémoire, 1931),





Na minha visão esse relógio derretendo traz uma ideia do tempo se indo, escorrendo sem percebermos. Quando o tempo se vai, vai com ele a memória e a lembranças. Um homem sem memória é como um relógio que se derrete...

“A memória é a mente. Por isso, os desmemoriados são denominados sem mente.
A alma vivifica o corpo; o ânimo exerce a vontade;
Quando o conhecimento existe, é mente;
Quando recorda, é memória; quando julga o reto, é razão;
Quando espira, é espírito; quando sente, é sentido.”
Isidoro de Sevilha (c. 560-636), Etimologias, XI, 1, 13.

SÍNTESE DOS SEMINÁRIOS APRESENTADOS NO DIA 17/12/2012 AS NARRAÇÕES CENTRADAS SOBRE A FORMAÇÃO DURANTE A VIDA COMO DESVELAMENTO DAS FORMAS E SENTIDOS MÚLTIPLOS DE UMA EXISTENCIALIDADE SINGULAR-PLURAL* (Marie-Christine josso)

Os seminários apresentados falaram no geral sobre histórias de vida. O quanto elas são importantes na nossa formação pessoal e profissional, e o quanto as pessoas ao nosso redor contribuem com a sua cultura e suas histórias para essa formação. O objetivo da história de vida é ter acesso a uma realidade que ultrapassa o narrador. E o procedimento parte do desejo da pessoa de contar sua própria história.
A história de vida permite aos sujeitos pensar sobre o passado e o presente de sua formação, descrevendo contexto de sua formação, evidenciando limites e possibilidades que marcam/marcaram seus processos formativos.
As narrações centradas na formação ao longo da vida revelam formas e sentidos múltiplos de existencialidade singular e plural, criativa e inventiva do pensar, do agir e do viver junto.
Os seminários apresentados também falaram da (auto) biografia; que vêm falar da identidade e formação como modos de narração constituídos de discursos da memória a partir da centralização do sujeito que narra.
Uma das contribuições da abordagem (auto)bio-gráfica, em contexto de formação de professores/as,coloca-se justamente no sentido ontológico de cons-trução de si, em um movimento de formação que articula memória, narração e reconstrução identitária (BRAGANÇA, 2008).



ATIVIDADE AVALIATIVA SOLICITADA PELO PROFESSOR MÁCIO MACHADO NO DIA 20/11/2012, PARA O COMPONENTE CURRICULAR: ABORDAGENS AUTOBIOGRÁFICA.
Síntese do texto horizontes e contextos de minhas práticas de pesquisa, da revista: educação e contemporaneidade
Todo projeto de pesquisa se cruza, de maneira própria, nas palavras do próprio autor, na temática da existencialidade, associada à questão ligada à identidade (identidade para si, identidade para os outros). Uma atitude reflexiva sobre as histórias de vida dos aprendizes seria, então, logo possível ver aparecer e considerar as preocupações existenciais dos aprendizes adultos. Assim, a questão do sentido da formação, considerada através do projeto de formação, apresenta-se como uma via de acesso às questões de sentido que atravessam atualmente os atores sociais. O trabalho de pesquisa a partir de narrativas ou, melhor dizendo, das narrativas centradas sobre a formação realizada para evidenciar e questionar heranças, continuidades e rupturas, projetos de vida, recursos múltiplos ligados às vivencias, etc., esse trabalho de reflexão, a partir de uma narratização da formação de si - mesmo (como ser pensante, sensível, imaginante, se emocionando, gostando, amando), permite tomar consciência das mutações sociais e culturais nas vidas singulares e colocá-las em relação com a evolução dos contextos devida profissionais e sociais.

AMIZADE

Canção da Amizade

Chitãozinho & Xororó

A terra precisa da chuva
A rosa precisa do espinho
Ninguém pode existir nesse mundo
Vivendo sozinho

Um amigo é uma jóia tão rara
Não se encontra em qualquer lugar
É um tesouro guardado na alma
De quem sabe amar

Na alegria quando é pra sorrir
Na tristeza quando é pra chorar
Um amigo é a força que leva você a lutar

No momento em que a solidão
Faz silêncio no seu coração
Sempre existe um amigo
Trazendo carinho nas mãos

Refrão:
Somos amigos pra valer
Amigos sempre vamos ser
E entre nós não pode haver
Nenhum perigo

Somos amigos pra valer
Por toda vida até morrer
E quem dúvida pode ver
Somos amigos   



TURMA 2010.1

Colcha de retalhos pronta




Olha aí o resultado da nossa colcha de retalhos. ficou muito linda!!!!






O EU, O OUTRO E AS DIFERENÇAS INDIVIDUAIS E CULTURAIS.


Este texto traz a relação do filme colcha de retalhos e o texto de Elizeu Clementino de Souza O EU, O OUTRO E AS DIFERENÇAS INDIVIDUAIS E CULTURAIS.

O filme traz relatos das histórias de vida de algumas mulheres, experiências amorosas, elas contam essa experiência a uma jovem que está com uma grande duvida em relação ao seu casamento, a partir dessas histórias essa jovem toma a sua decisão. Quando Elizeu diz: “É na dinâmica da vida e nas histórias tecidas no nosso cotidiano que aprendemos dimensões existenciais e experienciais sobre nós mesmos, sobre os outros e sobre o meio em que vivemos”. Posso ver essa relação com o filme. Elizeu vem falar das experiências do dia-a-dia para a construção do eu no ambiente escolar, pois é nesse ambiente que dividimos aprendizagens, tendo contato com outras pessoas. Quando o educador faz essa ligação ele colabora para a afirmação da identidade do sujeito. Segundo Elizeu “A vivência escolar se entrecruza, no seu cotidiano, com valores produzidos no coletivo e no âmbito social, na medida em que esses valores se modificam de acordo com os condicionantes econômicos, políticos, institucionais, culturais, físico-ambientais e ético-estéticos”, o filme traz essa convivência entre vários tipos de sujeitos com várias experiências e culturas que acabam contribuindo para a nossa história de vida.
“[...] um professor tem uma história de vida, é um ator social, tem emoções, um corpo, poderes, uma personalidade, uma cultura, ou mesmo culturas, e seus pensamentos e ações carregam as marcas do contexto nos quais se inserem” (Tardif, 2000, p. 15)